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sábado, 3 de março de 2012

ICMBIO anuncia retirada de 28 famílias da Flona Bom Futuro



Floresta Nacional do Bom Futuro  (Foto: Sipam/Divulgação)
Ocupantes da Flona Bom Futuro. Foto SIPAM
Segundo diversas informações, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO)anuncia a retirada de 28 famílias da Floresta nacional Bom Futuro, em Porto Velho. Segundo Ana Rafaela D’Amico, coordenadora regional do ICMBIO de Porto Velho, explica que operação irá retirar pelo menos 28 famílias de novos invasores.  Segundo estas informações vários delas disseram que só vão sair presos. "A gente vai organizar a operação de forma a evitar que isso aconteça e resolver da forma mais pacífica possível, inclusive com a participação da Ouvidoria Agrária na operação de desocupação. Não será tolerada nenhuma reocupação na área. A gente vai manter a Flona sem ocupantes”, avisa. Ana Rafaela.
As famílias teriam invadido e desmatado a reserva federal na região de Jaci Paraná, depois do acordo que desmembrou da FLONA a localidade de Rio Pardo. Há três anos, um acordo entre os governos federal e estadual acabou separando da mata fechada o distrito de Rio Pardo, onde vivem cerca de 1, 6 mil famílias. A pequena cidade tinha sido criada clandestinamente dentro da Flona com anterioridade. Segundo o acordo Rondônia repassou para a União 200 mil hectares de áreas preservadas em troca do distrito e das áreas exploradas, num total de 183 mil hectares. A Floresta Nacional foi reduzida a 90 mil hectares.
Segundo o ICMBIO "Em 2009, o acordo previa o fim dos desmatamentos na região. Mas de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, nada disso aconteceu. Segundo dados do INPE, de todos os desmatamentos que aconteceram em Rondônia, só em 2011, 10% foram registrados justamente no município de Rio Pardo. O pior é que novas invasões voltaram a ser registradas na Flona. O Instituto Chico Mendes de Proteção da Bio Diversidade é o responsável pela manutenção da Floresta Nacional. Há invasores que abrem picadas, demarcando áreas, depois desaparecem durante meses. Mas retornam com ameaças à fiscais e policiais militares na Base do ICMbio. Nos últimos dias o policiamento teve que ser reforçado.

Outras fontes: G1e Rondoniadinámica.

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