Governo avalia proteção a filho da extrativista morta em Nova Califórnia. A informação é da Kátia Brasil na Folha de São Paulo. A SDH (Secretaria de Direitos Humanos) da Presidência da República estuda conceder proteção a um filho de uma Dinhana Nink, 27 anos, que morreu no último dia 30 após ser atingida por um tiro de espingarda no rosto no distrito de Nova Califórnia (, Porto Velho, RO), região da divisa com Acre e Amazonas. A Polícia Civil de Rondônia diz não ter pistas dos responsáveis. Segundo a CPT regional de Amazonas, Nink denunciava a retirada ilegal de madeira e grilagem de terra dentro do PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável) Gedeão, criado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), no sul de Lábrea (AM). A casa de Nink no PDS já havia sido incendiada em novembro de 2011 --a extrativista registrou queixa e disse que mais dois moradores do assentamento seriam mortos.
Como um filho de seis anos da extrativista presenciou o crime, e a família é alvo de ameaças de morte, o governo federal estuda incluir a criança em um programa de proteção. São requisitos para a inclusão, segundo a SDH, as informações sobre as ameaças sofridas e, se possível, o registro policial. Recebendo o pedido de inclusão, a equipe técnica federal ou estadual, após o atendimento, elaborará um parecer e o caso será submetido à coordenação nacional ou estadual do programa. A coordenação definirá o possível tipo de proteção a ser adotada.
A morte da extrativista é investigada pela delegacia de Extrema, outro distrito de Porto Velho. A delegacia conta com apenas um carro e não tem condições técnicas de fazer, por exemplo, um retrato falado.
A SDH informou que solicitou em dezembro de 2011 ao governo do Amazonas aumento de segurança no sul de Lábrea. Na área dos assentamentos, existem oito pessoas ameaçadas de morte. Duas delas recebem escoltas de militares da Força Nacional de Segurança. O nome de Nink na lista de ameaçados de morte havia sido registrado pela comissão em janeiro deste ano.
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