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domingo, 20 de maio de 2012

CTB realiza 3º encontro estadual no próximo dia 26 em Ji-Paraná

Publicada em 18/05/2012 - 16h20min   /  Autor:  Rondoniadinamica

Francisco Pantera, presidente da CTB, disse que o evento será o maior da história da entidade

No próximo dia 26, em Ji-Paraná, acontece o 3º Encontro Estadual da CTB. A partir das 15h, sindicalistas de todo o Estado de Rondônia ligados à central irão debater diversos temas que refletem na vida do trabalhador  brasileiro, entre eles: a crise do capitalismo e a luta dos trabalhadores; unicidade sindical; a CTB e as eleições de 2012 e o plano anual de lutas da central em 2012/13. Durante a noite haverá uma festa para confraternização dos sindicalistas ao som de artistas regionais. Já no próximo dia 27, a CTB irá realizar homenagem ao sindicalista Adelino Ramos, secretário de políticas agrárias da entidade, assassinado no mesmo dia de maio, no ano passado, em Vista Alegre do Abunã. 

Francisco Pantera, presidente estadual da central, falou sobre a importância do evento e as consequências para asociedade rondoniense: 

“ – O evento já consta no calendário anual da CTB. Fizemos o primeiro em Porto Velho, o segundo em Guajará-Mirim e o terceiro será agora em Ji-Paraná. O próximo deverá ser em Cacoal em decorrência de solicitações de sindicalistas do município. Nossa expectativa é que participem do evento 250 sindicalistas do Estado inteiro e dos mais diversos ramos de atividade. Esperamos também contar com a participação de sindicalistas do Acre e do Amazonas. Será o maior evento da história da CTB em Rondônia”, finalizou.

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ECOS DE CORUMBIARA,A BARBÁRIE CONTINUA,jornalismo em quadrinhos,TEXTO CARLOSCARLOS ARTE ALEXANDRE DE MAIO.REVISTA FÓRUM MAIO 2012 JÁ NAS BANCAS





sexta-feira, 18 de maio de 2012

Líder camponesa ameaçada por madeireiros ilegais no Amazonas perde escolta da Força Nacional de Segurança


SDH retira proteção policial de assentada e a transfere para outro local. CPT considera a medida uma vitória dos madeireiros ilegais

    Madeireiros ilegais  e camponeses vivem em constante conflito no sul do Amazonas
    Madeireiros ilegais e camponeses vivem em constante conflito no sul do Amazonas(Clóvis Miranda)
    A Força Nacional de Segurança deixará de dar escolta a Nilcilene Miguel de Lima, líder camponesa ameaçada por madeireiros ilegais do sul do Amazonas, divisa com Rondônia, após decisão tomada nesta semana pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
    A escolta começou a ser realizada em meados de 2011, mas desde meados de abril de 2012 Nilcilene vinha sendo mantida em uma área longe do assentamento Gedeão, onde vivia, após os madeireiros ameaçarem também os policiais da Força de Segurança.
    No início desta semana, a SDH/PR decidiu realizar uma nova transferência, já sem a proteção policial, para um local não divulgado. O assentamento Gedeão fica localizado na região do município de Lábrea (a 702 quilômetros de Manaus).
    A medida é tomada logo após  divulgação nesta segunda-feira (14), no Diário Oficial da União, de que o Ministério da Justiça renovou a proteção policial a "defensores de direitos humanos" no Amazonas e no Pará. No Amazonas, o único que continuará recebendo a proteção é Antônio Vasconcelos, presidente da Associação dos Extrativistas da Reserva Ituxi, também em Lábrea.
    Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça disse que a medida é apenas "uma prorrogação de rotina" e que o cronograma é feito pela SDH.
    Impunidade
    Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT) a retirada da escolta de Nilcilene reforça o "empoderamento" dos madeireiros ilegais e representa a vitória da impunidade. "Enquanto o governo não tomar uma atitude para coibir as ilegalidades eles vão continuar mandando na área e expulsando as expulsando as pessoas", disse Franciscineide Lourenço, coordenadora da CPT no Amazonas.
    Segundo Francisneide, Antônio Vasconcelos também corre o risco de perder a escolta nos próximos meses. Seu caso, porém, é mais preocupante, porque ele já deu sinais de que não pretende sair de Lábrea.
    A coordenadora da CPT também alertou sobre a "falha" do programa de proteção a pessoas perseguidas no sul do Amazonas. Segundo ela, o programa destinou a proteção a uma ou duas pessoas, ignorando outros pequenos agricultores e extrativistas que também são perseguidos.
    Fuga
    Nilcilene tornou-se uma das lideranças camponesas a denunciar retirada ilegal de madeira em áreas de assentamento e unidade de conservação mais ameaçadas desde 2011. Após a morte de Adelino Ramos, líder do assentamento Curuquetê, também em Lábrea, ela tornou-se um dos principais alvos de pistoleiros a mando de madeireiros e grileiros.
    Proteção Estadual
    A assessoria de imprensa da SDH/PR enviou resposta, por email, dizendo que a proteção policial é apenas uma das medidas articuladas pelo Programa e trata-se de uma excepcionalidade realizada em caráter temporário.
    Segundo a assessoria, uma das medidas é a retirada provisória do defensor do local de atuação, acordada previamente com as pessoas e conforme especificidades. Conforme a assessoria, a SDH está organizado uma reunião em Manaus, em um prazo de três semanas, para discutir com autoridades locais medidas e ações de proteção.
    Uma das propostas é implantar no Amazonas o Programa Estadual de proteção a defensores de direitos humanos ameaçados, já que a proteção é dever do Estado por meio da segurança pública local.

    Comentários em ordem cronológica

    TOTAL 3 COMENTÁRIOS

    Rodrigo

    16 mai 12, 12:24 pm (há cerca de 2 dias, 44 horas)
    E esses madeireiros bandidos vão continuar destruindo o sul do Amazonas? Cade o governo para dar uma resposta?

    will

    16 mai 12, 2:33 pm (há cerca de 2 dias, 42 horas)
    Primeiramente tem que ver de onde vem essas pessoas extrair madeiras ilegais no Estado do Amazonas, de qual Estado do País estão surgindo esses criminosos do meio ambiente, porque se vem só pra bagunçar é melhor voltar para suas terras de origem, acredito que o próprio amazonense não há interesse de destruir seu proprio ambiente. É bom que a justiça ou a policia descubra e mande esses bandidos sair fora do Estado.

    reis e silva

    16 mai 12, 3:57 pm (há cerca de 2 dias, 41 horas)
    estive lá em 2008, e o que constatei é que quem manda no local são os madereiros e grileiros que são todos das regiões sul e sudeste do país!
    quem não conhece esses assentamentos estão nas terras do amazonas, mas só tem condições de entrar nestes locais pela BR 364 que fica no estado de Rondônia, como a polícia do amazonas pode atuar? se pra chegar lá tem que entrar pelo estado de rondônia, depois pega um ramal de 10 km até entrar na divisa do amazonas! Essas pessoas extraem madeira de dentro das terras do amazonas e levam para as madeireiras que ficam na estrada federal de rondônia! com conivência do IBAMA! esses assentamentos ficam entre VISTA ALEGRE DO ABUNÃ - RO e NOVA CALIFÓRNIA - RONDONIA! AI EU PERGUNTO: COMO A POLÍCIA ESTADUAL AO ENTRAR EM OUTRO ESTADO PODE ATUAR NESSES LOCAIS?, SE EM OUTRO ESTADO ELA NÃO TEM PODER!

    COMENTÁRIOS

    quarta-feira, 16 de maio de 2012

    Discurso da Presidenta Dilma na cerimônia de instalação da Comissão da V...

    Governo Federal tem lista de camponeses ameaçados no Amazonas, mas não investiga nem dá proteção, diz CPT


    Comissão Pastoral da Terra diz que poder público estadual e federal sabe que ameaças contra extrativistas e pequenos agricultores aumentaram, mas não se mobiliza. Grupo de extrativistas do AM pede audiência.

    ELAÍZE FARIAS
    Uma lista de oito pequenos agricultores e extrativistas ameaçados de morte por madeireiros ilegais em municípios do sul do Amazonas (Lábrea, Boca do Acre e Humaitá) está nas mãos da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) há quase um ano, mas até o momento o órgão não tomou nenhuma medida de proteção, com exceção da ação junto à agricultora Nilcilene Miguel de Lima.
    A informação é da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no Amazonas, que nesta segunda-feira (14) participa de uma reunião na SDH, em Brasília, para acompanhar Nilcilene. Em abril passado, a agricultura e líder camponesa foi transferida do assentamento Gedeão, no município de Lábrea, para outra região do país, desde que as ameaças de madeireiros ilegais se intensificaram.
    Lábrea, Boca do Acre e Humaitá sofrem com as ameaças e a falta de proteção (Clóvis Miranda)
    Os madeireiros e grileiros não pouparam, desta vez, nem mesmo agentes da Força de Segurança Nacional que faziam a escolta de Nilcilene. Como resposta às ameaças, os policiais saíram de Gedeão levando Nilcilene para local sigiloso. “Se eles (madeireiros) foram capazes de ameaçar e assustar a Força Nacional imagine o que não fazem com os pequenos agricultores e colonos”, contou Auriédia Costa, ex-coordenadora da CPT mas que continua atuando na organização.
    A lista mencionada pela CPT contradiz informação repassada pela assessoria de imprensa da SDH na última sexta-feira (11) ao jornal A CRÍTICA. Segundo a assessoria, o órgão não havia recebido pedidos de inclusão no Programa de pequenos agricultores e extrativistas que estejam ameaçados em decorrência de sua atuação na promoção ou defesa dos direitos humanos na região.
    “Tem uma lista que foi fornecida para eles com nomes de várias pessoas. Estou indo para uma reunião com a Nilcilene e os Direitos Humanos, segunda feira e vou levar essa lista”, disse Francisneide Lourenço, atual coordenadora da CPT no Amazonas.
    Prisão
    Auriédia Costa conta que desde o assassinato de Adelino Ramos, no final de maio de 2011, os pedidos de ações do poder público para impedir que novas ameaças de morte se concretizassem foram reforçados, sem que nenhuma resposta concreta do governo federal e estadual fosse encaminhada. Adelino era a principal liderança do assentamento Curuquetê e conhecido por denunciar retirada ilegal de madeira em áreas preservadas.
    “O pessoal dos direitos humanos da presidência esteve nas áreas e fez um levantamento. Os agricultores entraram na lista do programa de proteção. Em 2012, uma nova equipe esteve aqui e perguntamos de novo. O que me disseram que todos entraram no programa, mas não vimos nenhuma ação”, conta Auriédia.
    Sem investigação
    Conforme Auriédia, nem mesmo os registros de boletins de ocorrência de casas derrubadas e incendiadas, além das ameaças de morte, resultaram em investigações pelas polícias locais. “Até hoje nenhum dos acusados de ameaçar a Nilcilene ou Pastor Antônio (outro que tem escolta da Força de Segurança Nacional) foram chamados pela polícia. Não tem nenhuma investigação correndo. As ameaças que ameaçam circulam livremente pelas cidades e pelos assentamentos, mas é a Nilcilene que está presa. Os outros continuam livres”, disse Auriédia, referindo-se à condição da agricultora.
    Questionada sobre a situação sobre o caso de Nilcilene, a SDH disse apenas que “a investigação de possíveis ameaças contra a defensora está sendo realizada pelo órgão policial competente”.
    Audiências
    Na semana passada, um grupo de lideranças extrativistas dos municípios do sul do Amazonas submetidos a perseguição e a ameaças de morte, situação agravada com a indefinição fundiária das áreas onde vivem, empreendeu uma maratona em Brasília na semana passada para chamar atenção das autoridades nacionais e parlamentares.
    A iniciativa ocorre em meio a um recrudescimento da violência em municípios como Boa do Acre, Humaitá e Humaitá contra extrativistas e assentados da reforma agrária e a total omissão do poder público estadual e federal, situação há muito tempo denunciada pelos ameaçados e seus aliados, como é o caso da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
    O grupo visitou órgãos como Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
    Junto com pedidos do retorno das ações de cadastramentos das famílias e liberação de créditos e do Bolsa Verde para as famílias, o grupo conseguiu confirmar a realização de duas audiências públicas. A primeira delas está prevista para ocorrer no final deste mês, promovida pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República e outra pela Comissão da Amazônia e Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
    A extrativista Luzia Santos da Silva, moradora do Seringal Macapá, município de Boca do Acre (AM) e membro do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, contou ao jornal A CRÍTICA que os conflitos agrários são constantes e frequentes. “Tivemos que vir a Brasília para pedir providências. Os conflitos pela terra não se resolvem. Em todos os lugares, onde quer que a gente vá, tem gente te procurando para nos ameaçar”, disse Luzia, que esteve em audiência também na Ouvidoria Agrária Nacional.
    Silêncio
    A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), autora do pedido de audiência na Câmara (ainda sem data definida) acusou o governo brasileiro e do Amazonas de “ausente” nas áreas de conflito do sul do Amazonas, divisa com estados de Rondônia e Acre.
    “É uma situação absurda. Desde 2007 sete pessoas foram mortas no Amazonas porque denunciaram crimes ambientais e retirada de madeiras ilegais. Nenhum suspeito foi preso. Há 15 dias a Força de Segurança Nacional abandonou a região e levou a Nilcilene. Mas não é só ela que está ameaçada de morte. Por isso essa audiência é muito importante. Vamos chamar o ministro da justiça, o presidente do Incra, do Ibama e representantes da Secretaria de Segurança do Amazonas”, disse Janete ao jornal A CRÍTICA. A iniciativa conta também com participação dos deputados Sibá Machado (PT-AC) e Francisco Praciano (PT-AM).
    A deputada criticou o silêncio das autoridades para a realidade do sul do Amazonas e fez um advertência: “Os órgãos paralisam as ações porque os madeireiros ameaçam. Cadê as autoridades para definir as propriedades de terras e acabar de vez com este conflito, com essas mortes? Mas os camponeses estão se mobilizando. É bom que eles pressionem para que o Estado tome alguma medida”, questionou.
    Incêndios
    Documento encaminhado ao Comando da Polícia Militar de Boca do Acre (AM) no último dia 09 relatou violações supostamente praticadas por policiais militares. Assinado pelo advogado Francisco Félix Teixeira Filho, o documento foi encaminhado por José Spanner, do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), ao jornal A CRÍTICA. A reportagem não conseguiu falar com o advogado, por meio de seu celular.
    No documento, Teixeira Filho relata abordagens, intimidações, incêndios em residências e plantações de pequenos agricultores de comunidades rurais de Boca do Acre ocorridos neste mês. Fatos como estes, segundo o relato do advogado, vêm ocorrendo desde 2010.
    O advogado comunica ainda que uma cópia dos relatos será entregue ao Comando geral da Polícia Militar do Amazonas, em Manaus, bem como a órgãos de defesa dos direitos humanos existentes no Estado e no pai. “Pugnamos pela suspensão imediata de qualquer intervenção policial na área (Lago Novo/Praia do Inferno), por policiais PM fardados ou não, sem que tenha havido requisição judicial para tanto”, diz Francisco Félix.
    Fragilizado
    Extrativistas afirmam que paralisação de cadastro de famílias de Boca do Acre, Humaitá e Acre causou grande apreensão entre as lideranças e organizações locais e um acirramento dos conflitos fundiários na região.
    Em Manicoré e Humaitá supostos donos das terras de várzea têm promovido expulsão de famílias ribeirinhas, queima de casas e plantações.
    Em Humaitá a própria equipe técnica da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) sofreu ameaças de morte, sendo impedida de iniciar o cadastramento por falta de segurança e de apoio do poder público local.
    No ICMBio, a pauta principal da reunião foi a liberação dos créditos habitação (Incra) e de benefícios como o Bolsa Verde para as famílias residentes nas Reservas Extrativistas e Florestas Nacionais.
    Ribeirinhos dizem que a falta de acordo em relação ao procedimento burocrático, as famílias extrativistas são penalizadas e não conseguem obter um recurso importante para a melhoria das suas condições de vida das unidades de conservação, onde vivem.
    Em Boca do Acre e Lábrea, vários gestores do ICMBio têm pedido transferência para outras regiões do país, o que fragiliza muito a atuação do órgão na região.


    http://www.correaneto.com.br/site/noticias/25442

    domingo, 13 de maio de 2012

    CPT RO apresenta Conflitos no Campo Brasil 2011


    Coletiva de imprensa de apresentação em Rondônia dos Conflitos no Campo  Brasil 2011.

    Esta sexta feira, 11 de maio de 2012, a CPT Ro apresentou em coletiva de imprensa o novo livro de Conflitos no Campo Brasil 2011. É a 27 edição do livro que recolhe os conflitos agrários acontecidos no Brasil. A apresentação contou com a presença de Dom Antônio Possamai, bispo emérito de Ji Paraná, e Dom Moacyr Grechy, um dos fundadores da Comissão Pastoral da Terra, em representação do arçobispo de Porto Velho, Dom Esmeraldo. Dom Moacyr confirmou que o ano passado recebu ameaças pela defesa de um grupo de posseiros em Ariquemes. Além dos agentes e assessores da CPT RO e dos meios de comunicação, também estiveram presentes representantes do Movimento dos Sem Terra, do Movimento dos Atingidos por Barragens, da Pastoral dos Migrantes e da Rede de Educação Popular.


    Na coletiva foi apresentada em detalhe a realidade de Rondônia em relação aos conflitos do campo de noss estado. Clique aqui para acessar a apresentação "Conflitos agrários 2011em Rondônia".
    Diversas entrevistas tem sido divulgadas nos meios de comunicação de Porto Velho.

    Dom Moacyr Grechi e Dom Antônio Possamai, na coletiva de imprensa.

    quinta-feira, 10 de maio de 2012

    Condenado pelo massacre de Corumbiara perde patente de oficial da PM


    Oficiais condenados pelas mortes de Eldorado dos Carajás finalmente vão para prisão. Em Rondônia, oficial condenado pelo massacre de Corumbiara, perdeu patente de oficial da PM, porém continua mantendo o seu salário, apesar de condenado a 19 anos de prisão A informação é do site Tudorondonia. 
    O Diário Oficial do Estado publicou hoje o Decreto nº 16.721, que cassa o posto e a patente de oficial da Polícia Militar de Rondônia, do major Vitório Régis Mena Mendes. Mena Mendes, que foi o subcomandante do grupamento de policiais militares na chacina de Corumbiara, em 1995. O Decreto é assinado pelo governador Confúcio Moura. Mena Mendes perdeu a graduação de oficial, mas terá seus vencimentos da reserva remunerada preservados por decisão dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia. No massacre, morreram policias militares e vários sem-terras, na fazenda Santa Elina, em Corumbiara, divisa com o município de Cabixi.


    O processo que julga a Perda de Patente de oficial do major Vitorino Mena Mendes está nas mãos da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Zelite Carneiro. Mena Mendes foi o subcomandante da desastrosa operação de desapropriação da Fazenda Santa Elina que culminou com a morte de 12 pessoas em agosto de 1995, episódio que ficou conhecido como o “Massacre de Corumbiara”.
    Mena Mendes era capitão na época, e após ser promovido a major acabou sendo beneficiado pelo instituto da reserva remunerada como tenente-coronel. Mena Mendes foi condenado no ano 2000 a 19 anos de prisão pela morte das doze vítimas do massacre.
    O Ministério Público foi autor do pedido da perda da patente bem como que declaração da inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 23/2001 e a suspensão imediata de todo e qualquer pagamento dos proventos da reserva remunerada para a qual ele foi, segundo o MP, “indevidamente transferido”.
    Na decisão dos desembargadores da 1ª Câmara, decidiram, por maioria, que apesar da gravidade do caso, o oficial teve uma vasta folha de serviços oferecidos ao Estado, e, desde sua condenação, nunca esteve envolvido em outra transgressão, no lapso temporal de 10 anos.
    http://cptrondonia.blogspot.com.br/2012/05/condenado-pelo-massacre-de-corumbiara.html

    SUGESTÃO DE PAUTA - CPT RONDÔNIA lançará o relatório Conflitos no Campo no Brasil 2011


    SUGESTÃO DE PAUTA - CPT RO lançará o relatório Conflitos no Campo no Brasil 2011No dia 11 de maio, próxima sexta-feira, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Rondônia lançará em Porto Velho a publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2011.
    É a 27ª edição do relatório que concentra dados sobre os conflitos, violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais e suas comunidades, e pelos povos tradicionais, em todo o país.
    O relatório elenca também algumas ações dos homens e mulheres do campo na busca e defesa de seus direitos. O lançamento se realizará na sede da CPT RO em Porto Velho às 9,00 horas.
    Estarão presentes ao lançamento, o bispo assessor das pastorais sociais da CNBB Noroeste, Dom Antônio Possamai,e o arcebispo emérito de Porto Velho, Dom Mocyr Grecchi, lideranças de movimentos sociais, assessores jurídicos, agentes e membros da coordenação colegiada regional da CPT RO. CPT Rondônia aprofundará nos conflitos de nosso estado, nos dados que foram lançados a nível nacional a passada segunda feira, dia 07 de Maio.

    O relatório registra em Rondônia 02 trabalhadores rurais assassinados em Buritis em conflitos no campo no ano de 2011. Entretanto, houve um grande aumento no número de trabalhadores e trabalhadoras ameaçadas de morte. Enquanto os conflitos e a violência multiplicaram em 2011.
    Além disso, os conflitos no campo, em especial os conflitos por terra, tiveram acentuado crescimento. O atos de pistolagem em Rondônia passou de 325 vítimas registradas, em total de 28 conflitos, a 3.670 vítimas, em 67 conflitos. E total de 27 ameaçados de morte.

    Violência volta a assustar em 2012 O ano de 2012 se inicia com mais violência no campo. Somente nos quatro primeiros meses do ano, 04 trabalhadores e trabalhadoras foram assassinadas em conflitos no campo em Rondônia.
    Camponeses, indígenas, militantes, sindicalistas e lideranças continuam sendo ameaçados. ___________________________________

    Serviço: Lançamento do relatório Conflitos no Campo Brasil 2011 em Rondônia.
    Quando: 11 de maio (sexta-feira), a partir das 9h.
    Onde: sede da CPT RO, Rua Alvaro Maia 1034, Olaria, Porto Velho
    Informações: Com Petronila ou Zezinho (69 3224 48 00)
    Todos os dados gerais de Brasil estão disponíveis na Internet:http://www.cptnacional.org.br/
    Outras informações são publicadas no blog da CPT Rondônia:
    http://cptrondonia.blogspot.com.br/

    Violência no campo: Número de ameaçados de morte cresce 177,6%


    A violência no campo teima em persistir. Os dados coligidos pela CPT em 2011 nos dão conta de 29 assassinatos em conflitos por terra, 38 tentativas de assassinato, 49 mortos em consequência de conflitos, 347 ameaçados de morte, 89 trabalhadores presos e 215 agredidos.
    Comparando estes números com 2010, vê-se que o número de assassinatos diminuiu de 34 para 29, menos 14,7%. Também houve diminuição de 30,9% nas tentativas de assassinato, de 55 ocorrências em 2010, para 38 em 2011. O número de trabalhadores presos praticamente se manteve igual: 88, em 2010, 89 em 2011. Mas o que chama a atenção é o número de trabalhadores e trabalhadoras ameaçados de morte: passou de 125, em 2010, para 347, em 2011, um crescimento de 177,6%. O número de agredidos também cresceu expressivamente: de 90, em 2010, para 215 em 2011, mais 138,9%.
    Mesmo tendo sido menor o número de assassinatos, foi maior a repercussão que tiveram, com destaque para as mortes do casal José Cláudio e Maria do Espírito, no Pará, de Adelino Ramos, em Rondônia, e o do cacique indígena, Nísio Gomes, no Mato Grosso do Sul. Também há que se considerar que 11 destes 29 assassinados, 38%, já haviam recebido ameaças de morte, alguns várias vezes. A morte do casal José Cláudio e Maria do Espírito Santo coincidiu com a data em que era votado na Câmara Federal o novo Código Florestal, flexibilizando as leis ambientais, em favor do agronegócio. A morte deste casal, defensor da floresta, em Nova Ipixuna, PA, seguida da de Adelino Ramos e de outros trabalhadores em poucos dias, provocou uma comoção nacional e obrigou o governo a tomar algumas medidas na tentativa de conter o avanço da violência.
    Dos 29 assassinatos, 27,6% tinham relação com a questão ambiental, 8 ocorrências. Quatro dos assassinados são indígenas e 3 quilombolas, 24,1%. 79,3% aconteceram na Amazônia Legal, 23 das 29 mortes: 12 no Pará, 2 em Rondônia, 1 no Acre, 1 no Amazonas e 7 no Maranhão.
    A repercussão das mortes no campo, em 2011, despertou a atenção para um número maior de camponeses e camponesas ameaçados de morte. 347 no total, em 18 estados brasileiros, com destaque para o Maranhão (116), Pará (78), Amazonas (48) e Rondônia (30). É também na Amazônia Legal que se concentram 85% das pessoas ameaçadas de morte. Maranhão, Sul do Pará, Sul do Amazonas e Rondônia lideram esta triste estatística. Um terço das pessoas ameaçadas está no Maranhão.
    Há uma relação direta entre o avanço do capitalismo – do agronegócio, da mineração, da extração da madeira, das grandes obras do PAC – com o aumento e concentração da violência. O capital pratica a predação da natureza, e a violência contra os que a ele se opõem.
    Os dados da CPT deixam clara esta relação: 72% dos ameaçados de morte são indígenas, quilombolas, ribeirinhos, de comunidades de fundo de pasto e de outras comunidades tradicionais, ou pessoas que apoiam suas lutas em defesa dos seus territórios, como religiosos, missionários, advogados e outros. Há uma luta declarada, que se expressa nos números da violência, contra os que são considerados entraves para o desenvolvimento e o progresso, porque seus projetos se contrapõem aos do modelo de desenvolvimento imperante. Indígenas, quilombolas, ribeirinhos e pessoas de outras comunidades tradicionais não se enquadram dentro dos parâmetros de desenvolvimento capitalista e precisam deixar o caminho livre para os “promotores do progresso” e para os grandes investidores.
    É de se prestar atenção também para o fato de que 18% das pessoas ameaçadas são mulheres, indicando um crescimento significativo na atuação das mulheres na defesa do ambiente e dos direitos.
    Fonte: CPT - Comissão Pastoral da Terra


    http://amazonia.org.br/2012/05/viol%C3%AAncia-no-campo-n%C3%BAmero-de-amea%C3%A7ados-de-morte-cresce-1776/

    Câmara dos Deputados vai cobrar solução aos conflitos agrários no Sul da Amazônia e outras Notícias



    TEXTO ORIGINAL DE CHICO TERRA

    Brasília, 09/05/2012 – A Comissão Nacional da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados aprovaram nesta quarta, 09/05/12, requerimentos da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) para realizar audiência pública conjunta que discutirá os conflitos agrários no sul do estado do Amazonas, os crimes de grilagem, ambientais e contra os direitos humanos e a ação do poder público para garantir a legalidade fundiária, o direito a vida e à sobrevivência das lideranças locais e dos lavradores, ribeirinhos e extrativistas, consolidando a presença do estado brasileiro na região. Outro requerimento da deputada socialista pede que a Comissão de Direitos Humanos informe os crimes e cobre providências do Ministério da Justiça, Casa Civil, Secretaria Geral da Presidência da República, INCRA e Ministério do Desenvolvimento Agrário. A deputada ainda remeteu ofício relatando os fatos à ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos Maria do Rosário.

    Para as audiências serão chamados o Ministro Gilberto Carvalho da Secretaria Geral da Presidência da República, a Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos e Minorias, o Ministro do Ministério da Justiça José Eduardo Cardoso; o Presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) Celso Lisboa de Lacerda; o Presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) Curt Trennepohl; a Secretária da Secretaria de Patrimônio da União do Ministério do Planejamento Paula Maria Motta Lara, um representante da Comissão Pastoral da Terra e o Secretário de Segurança Pública do Estado do Amazonas Coronel Paulo Roberto Vital de Menezes.

    Motivos – Os requerimentos foram motivados pelos crimes cometidos por grileiros e madeireiros que pretendem expulsar os posseiros, lavradores, ribeirinhos e extrativistas dos lotes de terras públicas, como as várzeas, ou áreas griladas. Lavradores e suas famílias são retirados à força das suas casas, queimadas junto com as plantações; animais sou roubados pelos jagunços que ameaçam, agridem e matam os que se opõem aos grileiros e denunciam a ação dos madeireiros. O desmatamento ocorre sem qualquer fiscalização ou punição pelo poder público. Quem denuncia corre o risco de ser morto. Desde 2007, sete pessoas foram mortas por denunciarem os crimes ambientais e de propriedade da terra no município de Lábrea, no sul do Amazonas.

    Denúncias – Na Câmara dos Deputados, os crimes foram relatados aos deputados federais Janete Capiberibe e Domingos Dutra, presidente da Comissão de Direitos Humanos, com quem um grupo de lideranças se reuniu, além de Sibá Machado e Francisco Praciano.  “Nós não queremos nada de ninguém, nós só queremos nosso direito de viver na nossa terra cuidando da floresta, de onde tiramos nossa sobrevivência”, afirmou Everaldo de Melo, presidente da associação dos trabalhadores do Seringal Macapá, no município de Boca do Acre – AM.

    Ele está receoso com a integridade da sua vida e da sua família depois que voltar à comunidade onde mora. “Quem assume um posto de liderança e começa a falar fica visado, é ameaçado, corre o risco de morrer. Já me procuraram na minha casa, mas, graças a Deus, como sou extrativista, eu tava na floresta, trabalhando. Iam fazer o serviço”, contou, referindo-se às ameaças de morte que já recebeu.

    Eles lamentam que o Sul da Amazônia seja considerado prioridade pelos órgãos do Governo Federal apenas no discurso e que as ações se limitem aos benefícios, como bolsa verde e bolsa floresta, e não ocorra a titulação definitiva dos lotes.

    Assassinato – O último crime foi contra a trabalhadora Dinhana Nink, assassinada na frente de filho de seis anos, dia 30 de março, em Rondônia, onde buscava refúgio. Antes, ela registrara Boletim de Ocorrência na delegacia de Extrema (Rondônia), dando nome e sobrenome das pessoas que lhe agrediram fisicamente, incendiaram sua casa e lhe ameaçaram de morte. Uma sequencia comum para intimidar os que denunciam os crimes contra os direitos humanos e os crimes ambientais e para desalojar os que tentam resistir na terra num lugar onde o estado brasileiro inexiste. Um mês depois do seu assassinato, nenhum suspeito está preso.

    Fuga – Dia 24 de abril, a Força de Segurança Nacional decidiu deixar o local por que teria descoberto uma emboscada dos madeireiros para matar a líder camponesa Nilcilene Miguel de Lima e a escolta que a protege. A líder rural teve que abandonar sua casa e sua família, levada pela Força de Nacional para um local mantido em sigilo. “A saída da liderança e da polícia fortalece os criminosos. Eles se sentem mais fortes e nós ficamos mais fracos”, lamentou uma trabalhadora rural da região.

    Cerca de 800 famílias de lavradores, seringueiros e catadores de castanha do programa Terra Legal ou moradores dos assentamentos Gedeão e o Curuquetê – cujo líder Adelino Ramos foi assassinado em 2001 – seguem ameaçadas em seus lotes, junto com a floresta, vítimas da retirada ilegal de madeira, da grilagem de terras e da ausência do Estado brasileiro.

    Expulsão – Na Boca do Acre, duas casas de extrativistas foram queimadas na última semana de abril. 105 famílias foram expulsas por 40 policiais e 40 jagunços contratados pela suposta proprietária dos 5.202 hectares do Seringal Macapá, reivindicados com o título de posse de outra área, o Seringal Granada. “Saímos de lá só com a roupa do corpo. Durante sete meses, as crianças choravam de fome e dormíamos no chão, com os cachorros. Isso não é vida prá ninguém”, contou o presidente da associação.  Recentemente, os trabalhadores voltaram aos lotes de 50 hectares que ocupam há mais de 7 anos. Os trabalhadores relatam crimes idênticos também nos municípios de Manicoré e Humaitá, onde servidores da Secretaria de Patrimônio da União – SPU – foram ameaçados e não puderam cadastrar os lotes dos lavradores e ribeirinhos, numa demonstração de quanto o Estado precisa ser fortalecido na região.

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    Outras Notícias

    • O número de pessoas envolvidas em conflitos no campo aumentou 51% em Mato Grosso. Os dados são da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgados em relatório divulgado esta semana, e apontam que mais de 25 mil pessoas, ou cerca de 3,9 mil famílias, são vítimas de disputas de terra no Estado. Proporcionalmente, é o maior índice de envolvidos no Brasil, uma vez que atinge quase 5% de todas as pessoas que vivem na zona rural... Leia na integra em: GazetaDigital: Conflitos agrários aumentam 51% no Estado
    • O deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirmou hoje (9) que sua propriedade vale mais que a vida humana. Durante os debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição 438, de 2001, a chamada PEC do Trabalho Escravo, Nelson afirmou ser inconcebível votar a matéria, que destina a reforma agrária a terra na qual seja flagrada a utilização de mão de obra escrava. Leia na integra em: Deputadoentende que pedaço de terra vale mais que a vida — Rede Brasil Atual
    • O Ministério Público Federal em Roraima ofereceu denúncia junto à Justiça Federal contra o ex-deputado federal Urzeni da Rocha Freitas Filho por manter, em uma fazenda de sua propriedade, trabalhadores em regime de trabalho escravo, dentre eles menores de idade. A fazenda do ex-deputado federal está localizada na zona rural do município do Cantá, próximo a divisa com Iracema. A denúncia foi recebida pela Justiça Federal e o processo de número 2243-39.2012.4.01.4200 tramita na 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Boa Vista. Leia na integra em: Ex-deputado federal édenunciado pela prática do crime de trabalho escravo | Brasil de Fato
    • A incidência de conflitos e ações violentas contra trabalhadores rurais e povos tradicionais brasileiros cresceu 15% entre 2010 e 2011. É o que revela a 27ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil 2011, divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) dia 7 de maio. Leia na integra em: Conflitos no campo cresceram em2011 | Brasil de Fato
    • Não é exagero afirmar que a política agrária, isto é, o sistema oficial de atribuição de direitos reais sobre terras agrícolas, foi o principal fator de organização da sociedade brasileira, até meados do século passado. Em razão dele, com efeito, desenvolveu-se quase toda a nossa vida política e econômica, e moldaram-se as classes sociais. Leia na integra em:  http://www.escoladegoverno.org.br/artigos/111-politica-agraria-brasil