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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Movimentos Sociais de Rondônia lançam monção de apoio a Padre Juquinha


O MER – Movimento de Esquerda de Rondônia, Fórum Cidadania-Cidade Democrática, Voto Consciente de Rondônia, PSTU/RO, apóiam Padre Juquinha e repudiam as ameaças que o católico anda recebendo.

Religioso recebeu avisos de que poderia morrer porque fala demais, mas não sabe dizer de qual frente de trabalho estariam vindo as ameaças
Integrante da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Porto Velho, padre Juquinha recebeu dois avisos para que tomasse cuidado, porque estaria correndo sério risco de vida. A primeira foi no Instituto Médico Legal, quando acompanhava a liberação do corpo da liderança do Movimento Camponês Corumbiara, Adelino Ramos, o Dinho. O mesmo recado ele recebeu de outra pessoa que inadvertidamente teria ouvido ameaças ao religioso. Padre Juquinha comunicou o fato ao Ministério Público Federal, que já se propôs a cuidar do caso,  e outros órgãos públicos e aguarda o desenrolar dos acontecimentos. Ele admite que tem receio, mas afirma que não vai deixar de fazer o papel a que se propôs, de defender e dar voz aos indefesos. “Quem vira as costas para o povo, vira as costas para Deus”, ensina.


A Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Porto Velho trabalha em várias frentes e por isso padre Juquinha diz que não sabe afirmar de onde poderiam estar vindo as ameças. “O recado que me deram é que eu sei demais, falo demais e estou mexendo com interesses de gente grande e perigosa”, diz ele.
Padre Juquinha atua em Porto Velho e na vizinha cidade de Candeias do Jamari, a 20 quilômetros da Capital. “Acompanhamos os movimentos sociais e trabalhamos pela sua organização”, explica ele. Entre as frentes de luta da Comissão, está o processo movido pela Organização dos Estados Americanos (OEA), para obrigar o Brasil a melhorar as condições de atendimento dos detentos do presídio Urso Branco, a partir da  denúncia do chamado Massacre do Urso Branco, em  janeiro de 2002, quando morreram 27 detentos.
A Comissão também acompanha o caso do professor Josafá, um jovem que foi morto dentro de casa por policiais da COE, em 2006. Josafá dormia quando a casa foi invadida e ele foi assassinado. O caso provocou revolta na Zona Leste da cidade, onde o professor vivia com a família. “O policial acusado foi condenado a seis anos e meio no regime semi-aberto e à perda da farda, mas deve apelar em uma segunda instância”, informa o padre.

A construção das obras das hidrelétricas do Madeira criou outra frente para a defesa dos direitos das pessoas que foram deslocadas de suas casas para dar lugar aos empreendimentos. Além destes, ainda haveria casos pendentes da construção da hidrelétrica de Samuel, segundo o religioso. “A chegada de novos moradores, aumentou as dificuldades de atendimento à saúde e educação em Porto Velho e Candeias”, confirma ele.
 Fonte: Amazonia da gente – Autor:  Ana Aranda

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Fonte: O NORTÃO

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