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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

“CARTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O MASSACRE DE CORUMBIARA” PREZADOS (as) DEPUTADOS (as):

 Nós do Instituto Adelino Ramos, viemos por meio desta, repudiar as inverdades de fatos inexistentes exposto em seu voto em separado do projeto de lei 2000/2011. Moreira Mendes não condiz com a verdade, em colocar números desconhecidos. Ex: fala em 500 famílias quando na verdade eram 624 famílias. Fala de 194 soldados e 46 agentes da COE (Comando de Operações Especiais do estado de RO)
Quando havia mais de 600 homens fardados. Sendo oficialmente soldados e agentes um Total de 240 homens. Considerando que eram somente 600 homens fardados, se eram 240 da corporação, 360 homens vieram de onde? Isso claramente caracteriza o que já sabemos, existiam jagunços fardados. No dia do massacre em 09 de agosto de 1995, podemos dizer com propriedade que a maioria dos fardados estavam calçando com. Ki chutes, botas carrapetas e tênis. Enquanto uma minoria usava coturnos. Sabemos ainda que existiu uma pequena quantidade de soldados que foram de fato obrigados a cumprir a "ordem" e até consideramos os soldados condenados vítimas, por exercício de seu dever, neste sentido Claro que o comando sim que deveria responder por este ato vergonhoso, considerado um dos maiores massacres que já se viu na história deste País. Deputado Moreira Mendes, perguntamos: estava ou esteve no local para falar com tanta propriedade no assunto? Ainda com fatos inverídicos? Quem lhe passou tais informações? No dia 17 de julho daquele mesmo ano o senhor coloca que houve o primeiro "confronto" entre sem terras e policia militar, mas contradiz ao mesmo tempo em que confirma o ocorrido afirmando uma verdade RESULTA UM SEM TERRA FERIDO A BALA, Fala que em 20 de Julho de 1995, o Juiz determinou que a polícia militar.Providenciasse um maior grupo de agentes para o cumprimento da liminar e que a medida fosse cumprida com "PONDERAÇÃO E CAUTELA” a fim de que fosse evitado um novo "confronto". No dia 09 de agosto o acampamento de sem terras foi atacado as 02h00min da manhã e isto é Arbitrário, pois não pode, Durante a noite antes das 06h00mn da manha, a polícia apenas pode entrar em caso de emergência. Não podem ser  sem consentimento, está cometendo o crime de invasão. E os Sem terra foram atacados o que é ainda pior. Sem direito de defesa e o Senhor ainda fala que foi ação de legitima defesa, de quem? Os sem terras foram rendidos, amarrados, torturados, massacrados e Humilhados. Crianças que assistiram seus pais submetidos a todas as barbáries... Vanessa criança de 07 anos que foi assassinada com tiro pelas costas. Mulheres que foram estupradas, usadas como cavalinhos para carregar fardados nas costas, grávida que sofreu tortura,homem obrigado a comer miolo de seu companheiro morto e cabeça aberta com motosserras,outros obrigado a comer sangue com terra, .pessoas desaparecidas que até hoje não foram encontradas,exame de balística que não feito em todos.O senhor ainda fala que:a legítima defesa quando a posse é ameaçada;desforço imediato quando a posse é perdida.que legitima defesa é esta? Que ataca sem direito de defesa enquanto crianças, homens e mulheres dormem? E ainda fala que esta respeitável casa de lei esta sendo usada para que criminosos sejam anistiados que ninguém está acima da lei. De fato este senhor deputado Moreira Mendes defendendo a impunidade deste ato Hediondo, manipulando e omitindo fatos. Realmente aparenta estar acima da lei. Não temos a intenção de causar atritos ou Discórdias, estamos apenas buscando justiça de direito e para que tenham maior conhecimento dos fatos verdadeiros do MASSACRE DE CORUMBIARA através do relatório de Helena mesquita e vários depoimentos gravados em vídeo pelas vítimas e algumas que inclusive morreram por sequelas das torturas. Relatório Helena mesquita segue em anexo.
Link Helena mesquita http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn119-41.htm Histórico na integra do Massacre.

Osasco, 08 de novembro de 2012- SP
                                 
Clauceli T Ramos                                                              Pe Bernard Leo Dolan
Presidenta do Instituto Adelino Ramos.                             Presidente do Comitê Nac. Solidário

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