Sou uma pessoa que procura informar-se,todo tempo, a respeito do mundo e seus acontecimentos.
Através da Internet tenho tido mais facilidade nesse meu intento e foi dessa forma que tomei conhecimento ,mais profundamente, sobre o Massacre de Corumbiara( ocorrido em Corumbiara-Rondonia, em 9 de agosto de 1995); sobre o Movimento Camponês Corumbiara-MCC, fundado em 22 de fevereiro de 1996; sobre o Comitê para a a liberdade dos trabalhadores sem rurais sem terra condenados em 2000 e indenização às vítimas e familiares do Massacre; e sobre o Instituto Adelino Ramos, ainda em fase de formação, cujo nome é em homenagem ao lider e fundador do MCC assassinado em Rondonia em 27 de maio deste ano.
No meu ponto de vista e por meu conhecimento, a disputa pela posse da terra existe há séculos, inclusive, alvo de inumeras guerras ao longo dos tempos.
A LUTA PELA TERRA, aquela em que o alvo é o direito das pessoas de nela viverem e trabalharem, entretanto, é o que mostra o verdadeiro sentido de ter a Natureza oferecido ao ser humano tanto espaço geográfico no Planeta.
E o que se ve?
Algumas pessoas possuindo imensos hectares!
E muitas pessoas querendo viver dignamente em um espaço territorial, seu, bem mais diminuido, onde possam praticar a agricultura familiar e, assim, prover seu sustento e de seus familiares.
Os poucos que têm muito, têm a força privada e o controle a seu favor, devido terem o poder economico que lhes concede o aval para isso em uma sociedade capitalista.
Os muitos que nada tem, precisam lutar e morrer para terem o seu pequeno pedaço de terra.
Essa concentração de terra em poder de tão poucos que enriquecem cada vez mais e exportam o que plantam e o que criam, é a raiz da desigualdade e fez com que surgisse um novo sujeito: O sem terra! Esse sujeito, organizado e mobilizado em movimentos, utiliza a ocupação do latifundio como a principal forma de luta pela terra..
O olhar que se tem é o de que são seres humanos militantes sem descanso .O sistema capitalista ainda não se recuperou do susto de ve-los organizados pois os considerava ou os entendia fora do contexto.Agora trabalha no sentido de criminalizá-los perante a sociedade.
Não é possível ficar indiferente à luta dessa brava gente( há um livro , de João Pedro Stedile , do MST, com esse título e muito justo, por sinal).Lá no fundo da nossa consciência, sabemos que essa maioria pode, sim, a qualquer instante, a qualquer momento, na evolução de sua luta, avançar cada vez mais, ocupando, resistindo e construindo um mundo novo, uma nova sociedade.
Assim acabei por me incorporar a essa luta que considero aquela que pode realmente promover a transformação social já que a área rural é bem maior que a área urbana e é nela que estão os campos para cultivarmos os alimentos, as terras imensas que muitas vezes vemos só para o pasto ou para apenas um tipo de cultivo. (Fazendo uma viagem via rodoviária , de longa duração, atravessando o centro do Brasil, a gente pode muito bem entender do que estou falando.
Pero Vaz de Caminha disse na famosa carta: '”Em se plantando, tudo dá”
E meu falecido pai costumava dizer que” ...dá para todos se não houver ganância”
A fome ainda é o problema maior do país e não é apenas por causa da condição financeira da maioria das pessoas, mas, também, pela péssima distribuição do principal recurso natural, a terra, que está sendo explorado por uma minoria.
Ou seja, tem muita terra; e terra muito boa, onde tudo se pode plantar ,que vai germinar, mas está tudo nas mãos de pequenos grupos familiares ou empresariais.
E amaioria não almoça suco importado e soja, mas, feijão com arroz.
Então, será que o governo, eleito pelo povo, não tem que pensar no povo? Em resolver o problema maior que é a fome?
Não sei o nome que pode ser dado a um tipo de ação vinda das autoridades. É Reforma Agrária? Se for, ela consta na Constituição e ainda no inicio da Ditadura Militar, o proprio General que inaugurou o regime, Castelo Branco, pensou nessa questão da terra pois existe O Estatuto da Terra, feito na época dele.
Se existe isso, feito em pleno governo militar; se a reforma agrária é constitucional, porque o sujeito sem terra precisa ainda lutar e morrer para se tornar com terra?
Ninféia G
Através da Internet tenho tido mais facilidade nesse meu intento e foi dessa forma que tomei conhecimento ,mais profundamente, sobre o Massacre de Corumbiara( ocorrido em Corumbiara-Rondonia, em 9 de agosto de 1995); sobre o Movimento Camponês Corumbiara-MCC, fundado em 22 de fevereiro de 1996; sobre o Comitê para a a liberdade dos trabalhadores sem rurais sem terra condenados em 2000 e indenização às vítimas e familiares do Massacre; e sobre o Instituto Adelino Ramos, ainda em fase de formação, cujo nome é em homenagem ao lider e fundador do MCC assassinado em Rondonia em 27 de maio deste ano.
No meu ponto de vista e por meu conhecimento, a disputa pela posse da terra existe há séculos, inclusive, alvo de inumeras guerras ao longo dos tempos.
A LUTA PELA TERRA, aquela em que o alvo é o direito das pessoas de nela viverem e trabalharem, entretanto, é o que mostra o verdadeiro sentido de ter a Natureza oferecido ao ser humano tanto espaço geográfico no Planeta.
E o que se ve?
Algumas pessoas possuindo imensos hectares!
E muitas pessoas querendo viver dignamente em um espaço territorial, seu, bem mais diminuido, onde possam praticar a agricultura familiar e, assim, prover seu sustento e de seus familiares.
Os poucos que têm muito, têm a força privada e o controle a seu favor, devido terem o poder economico que lhes concede o aval para isso em uma sociedade capitalista.
Os muitos que nada tem, precisam lutar e morrer para terem o seu pequeno pedaço de terra.
Essa concentração de terra em poder de tão poucos que enriquecem cada vez mais e exportam o que plantam e o que criam, é a raiz da desigualdade e fez com que surgisse um novo sujeito: O sem terra! Esse sujeito, organizado e mobilizado em movimentos, utiliza a ocupação do latifundio como a principal forma de luta pela terra..
O olhar que se tem é o de que são seres humanos militantes sem descanso .O sistema capitalista ainda não se recuperou do susto de ve-los organizados pois os considerava ou os entendia fora do contexto.Agora trabalha no sentido de criminalizá-los perante a sociedade.
Não é possível ficar indiferente à luta dessa brava gente( há um livro , de João Pedro Stedile , do MST, com esse título e muito justo, por sinal).Lá no fundo da nossa consciência, sabemos que essa maioria pode, sim, a qualquer instante, a qualquer momento, na evolução de sua luta, avançar cada vez mais, ocupando, resistindo e construindo um mundo novo, uma nova sociedade.
Assim acabei por me incorporar a essa luta que considero aquela que pode realmente promover a transformação social já que a área rural é bem maior que a área urbana e é nela que estão os campos para cultivarmos os alimentos, as terras imensas que muitas vezes vemos só para o pasto ou para apenas um tipo de cultivo. (Fazendo uma viagem via rodoviária , de longa duração, atravessando o centro do Brasil, a gente pode muito bem entender do que estou falando.
Pero Vaz de Caminha disse na famosa carta: '”Em se plantando, tudo dá”
E meu falecido pai costumava dizer que” ...dá para todos se não houver ganância”
A fome ainda é o problema maior do país e não é apenas por causa da condição financeira da maioria das pessoas, mas, também, pela péssima distribuição do principal recurso natural, a terra, que está sendo explorado por uma minoria.
Ou seja, tem muita terra; e terra muito boa, onde tudo se pode plantar ,que vai germinar, mas está tudo nas mãos de pequenos grupos familiares ou empresariais.
E amaioria não almoça suco importado e soja, mas, feijão com arroz.
Então, será que o governo, eleito pelo povo, não tem que pensar no povo? Em resolver o problema maior que é a fome?
Não sei o nome que pode ser dado a um tipo de ação vinda das autoridades. É Reforma Agrária? Se for, ela consta na Constituição e ainda no inicio da Ditadura Militar, o proprio General que inaugurou o regime, Castelo Branco, pensou nessa questão da terra pois existe O Estatuto da Terra, feito na época dele.
Se existe isso, feito em pleno governo militar; se a reforma agrária é constitucional, porque o sujeito sem terra precisa ainda lutar e morrer para se tornar com terra?
Ninféia G
MASSACRES
ResponderExcluirCorumbiara
Eldorado
Candelária
Carandiru
Massacres de gente
Por gente!
Assim ,bem arbitrários
e tão armados
está na historia
que está em curso
sangrento curso
de mortes
de gente
por gente
Ninféia G