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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Carta Aberta a Sociedade Brasileira Sobre anistia dos Companheiros Sobreviventes do Massacre de Corumbiara


O Estado, as pessoas e a Reforma Agrária. Para que serve o Estado?.

Quando se fala em sem terra ou em movimento sem terra, vem logo a nossa mente, um bando de pessoas, vestidas de vermelho, com enxadas e foices nas mãos e barracas de plásticos de lona pretos. Essa é a imagem que as mídias passam para nós. Mas a verdade, não interessa mostrar!

O ocorrido em Corumbiara, Estado de Rondônia em 1995, mais conhecido como MASSACRE DE CORUMBIARA, onde 11 trabalhadores do campo foram mortos, acusados de serem invasores de terras, a mídia vendeu que era um bando de baderneiros, que invade e destrói o que é dos outros.

Mas a verdade é outra! O MASSACRE DE CORUMBIARA foi planejado pelos fazendeiros do Estado de Rondônia e o julgamento foi uma verdadeira farsa. Os policiais que foram condenados tiveram direito a mais um julgamento e foram absolvidos. Já os camponeses, foram condenados e sem direito a um novo julgamento.

A CPT (Comissão Pastoral da Terra) prontamente acionou a OEA (Organização dos Estados Americanos) para que interviesse no caso. A apuração da OEA mostrou que houve falhas gravíssimas nas investigações feitas exclusivamente pela polícia de Rondônia.

O governo Brasileiro até hoje está com o Relatório da OEA engavetado. Esse relatório indica e solicita uma nova investigação sobre o caso do MASSACRE DE CORUMBIARA, nada mais.

O Comitê Nacional em Defesa dos Camponeses buscou vários entendimentos para saber do Governo, o porquê nada fez sobre o relatório da OEA e até agora não obtivemos respostas!

Restou-nos procurar por parlamentares que pudesse ajudar. Foi protocolado na Câmara dos Deputados um PEDIDO DE ANISTIA POLÍTICA AOS TRABALHADORES CAMPONESES DE CORUMBIARA, projeto de número 2000/2011, que tramita na Câmara dos Deputados.

Essa foi o único caminho que encontramos para chamar a atenção da sociedade e buscar uma solução para o caso. Portanto, precisamos da sua ajuda!!!

Para maiores informações, temos alguns Blogs e páginas de internet que vocês podem acessar e saber que estamos falando para vocês. Ajude-nos, ajude o Brasil a corrigir este crime contra os trabalhadores do campo.









terça-feira, 25 de outubro de 2011

Famílias do Projeto de Assentamento Florestal Curuquetê continuam recebendo ameaças


Moradores do Projeto de Assentamento Florestal (PAF) Curuquetê, localizado no município de Lábrea, na divisa dos Estados de Rondônia com o Amazonas, na altura da Vila de Vista Alegre do Abunã (RO), denunciam situações de conflito na região após o assassinato do líder da comunidade, Adelino Ramos, ocorrido no dia 27 de maio deste ano.
O assentamento, inaugurado oficialmente no dia 03 de junho de 2011, possui um enorme potencial florestal e agropecuário, tendo sido criado para a exploração sustentável de madeira por cerca de 100 famílias que habitam o local. De acordo com os moradores, os atuais conflitos são resultados de interesses de algumas pessoas em instalar serrarias dentro do projeto de assentamento, o que distorceria o objetivo inicial do PAF Curuquetê.
Os problemas foram encaminhados pelos moradores a Ouvidoria Agrária Nacional, Polícia Federal, Secretaria Nacional de Direitos Humanos e Comissão Externa contra a Violência. Uma das reivindicações das famílias é a construção de um posto policial em Ponta do Abunã (RO), reconhecido como umas das regiões mais violentas do Estado, que ainda não foi instalado.
Até o momento, apenas alguns cadastros foram realizados com as famílias do assentamento, no dia 03 de agosto, durante visita realizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

domingo, 16 de outubro de 2011

Elemento terra.

Por Ninféia G

Terra é um dos quatro elementos que rege o planeta e que, juntamente com os outros três, Água, Fogo, e Ar promovem a vida .

Em uma conotação mística, a terra representa o lado visível da vida ou a manifestação concreta de todas as sementes que germinam no mundo das idéias. Esse elemento ativa nossa energia interna para a realização e para a ação de coisas concretas. Representa ainda o nosso próprio organismo e tudo o mais relacionado ao mundo material

O elemento ar é o mundo das idéias, onde predomina o caos de pensamentos e crenças variadas que desprendem energia .O elemento fogo, representa energia da vontade direcionada. O elemento água representa o sentimento de convicção que deve nascer do fogo secreto da vontade, transformando essa convicção em uma esperança constante, vital para a concretização do processo criativo. O elemento terra representa a materialização da vontade que surgiu dos recônditos interiores do ser.

Em uma conotação material e realista, a terra representa o bem natural de onde se pode extrair os minerais; onde se pode cultivar os vegetais; e onde se pode ter o mato para o gado pastar.Da terra, a água brota para ajudar na manutenção do solo para as plantações, irrigando-o, tornando-o mais saudável.

Há uns dez mil anos atrás, o ser humano vivia em grupos, deslocando-se conforme a natureza os provia. A caça, a pesca e os frutos silvestres eram seus alimentos. Ou seja, quando a terra não lhes dava o suficiente para sobreviverem, buscavam outras paragens. Não haviam senhores , portanto ninguém era expulso de lugar nenhum.

Mas veio a civilização e com ela coisas boas me coisas ruins. A agricultura, o comércio, o dinheiro, o estado, a família e a propriedade.

A terra passou, então, a ser algo que precisava haver lutas sangrentas para consegui-las.

É incrível quando se percebe que apesar da humanidade ter evoluído, a terra deixou de ser um bem comum.

E o que hoje vemos são grandes propriedades, onde a maioria da terra é usada para o pasto ou para plantar o que for mais viável para exportação, que é o que dá mais lucro aos proprietários.

Quando será que vão engarrafar o ar?


Fontes de consulta:
http://www.acasadoaprendiz.com.br/osquatroelementos.html
Morissawa,Mitsue-A historia d aluta pela terra e o MST.-Expressão Popular.

sábado, 15 de outubro de 2011

Nota pública sobre o projeto de lei do novo código florestal

Por ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA
Rua Maria Paula, 36 - 11º andar - conj. 11-B - tel./ FAX (11) 3105-3611 - tel. (11) 3242-8018
CEP 01319-904 - São Paulo-SP - Brasil www.ajd.org.br - juizes@ajd.org.br



A ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA - AJD, entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem por finalidade trabalhar pelo império dos valores próprios do Estado Democrático de Direito e pela promoção e a defesa dos princípios da democracia pluralista, a propósito do PLC 30/2011, em trâmite no Senado Federal (PL 1876/99, aprovado na Câmara), vem a público manifestar o seguinte:

A tutela (“PRESERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO”) do meio ambiente e dos “processos ecológicos essenciais” e a provisão de manejos ecologicamente sustentáveis são deveres incondicionais do Poder Público por determinação expressa da Constituição Federal, a teor do disposto em seu artigo 225. E um meio ambiente ecologicamente equilibrado é, por disposição constitucional, essencial à sadia qualidade de vida das presentes e futuras gerações, motivo pelo qual induvidosa a condição de DIREITO FUNDAMENTAL da tutela socioambiental, instrumento que é de efetividade da DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, sendo essa, por sua vez, fundamento da República Federativa do Brasil (art. 1, III da CF/88).

É por isso que Constituição brasileira exige estudos prévios de impacto ambiental para qualquer obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação ambiental, o que implica, inexoravelmente, a mesma exigência quando se trata da alteração de toda uma legislação protecionista das florestas brasileiras. Contudo, esse estudo, oficialmente, não existe.

O que existe é a tentativa desesperada da comunidade científica em ser ouvida para tentar impedir a aprovação do PLC 30/2011, que acarretará (a) riscos à própria continuidade da Floresta Amazônica, que tem influência na regulação do clima e na preservação dos recursos hídricos de todo o país, (b) a extinção de mais de 100 mil espécies em risco de extinção e de biomas inteiros, (c) a escassez dos recursos hídricos, (d) a desertificação, (e) a potencialização das enchentes e (f) desmoronamentos em áreas urbanas. Além disso, a aprovação desse projeto implicará a impossibilidade do cumprimento da obrigação internacional que o Brasil JÁ ASSUMIU, na COP15 de Copenhagen, de redução de emissão de CO2 na atmosfera.

Essas conclusões vêm dos estudos do grupo de trabalho formado pela SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e ABC - Academia Brasileira de Ciência[1], das cartas publicadas por cientistas, em julho e setembro de 2010, na Revista Science (“Legislação brasileira: retrocesso em velocidade máxima?” e “Perda de Biodiversidade sem volta”), e, ainda, do Comunicado n. 96 do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal [2].

E os cientistas também garantem que, paralelamente aos impactos insanos do PLC 30/2011, os recursos naturais de que (ainda) dispomos têm grande valor econômico, havendo inúmeras alternativas sustentáveis - e ainda mais rentáveis - à sua exploração, bastando, para isso, a implementação de políticas públicas de manejo sustentável, notadamente junto à agricultura familiar, tal como determina a Constituição Federal.

Além disso, esses cientistas garantem, ainda, que a produção alimentícia brasileira só estará, de fato, ameaçada, se os recursos a ela imprescindíveis (solo, água, clima, biodiversidade) não forem preservados. Ou alguém duvida de que sem água e solos férteis faltará alimentos ao ser humano?

Não há tempo para prosseguir com esse sistema de produção agropecuária que se desenvolve às custas das máquinas, dos venenos e, notadamente, da degradação ambiental.

A hora de refletirmos é agora!

A hora de ouvirmos as advertências alarmantes da ciência é agora!

A AJD diz NÃO ao PLC 30/2011, por sua patente inconstitucionalidade material, à luz dos dados científicos desvelados, e protesta por sua rejeição, ou, por ora, ao menos, que o Senado Federal conceda à ciência o prazo solicitado (mínimo de dois anos) para elaboração aprofundada de estudos técnicos de impactos ambientais, que sirvam de subsídios técnicos e públicos às alterações legislativas pretendidas.

[1] http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/arquivo_294.pdf
[1] http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=8810



Mais informações:
José Henrique Rodrigues Torres, juiz de direito em Campinas/SP, presidente do Conselho Executivo da Associação Juízes para Democracia.
(fones: 19-9174.7568 e 19-3236.8222)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Símbolo da resistência de Corumbiara assassinado este ano vira livro

Vamos pintar o mundo de povo!!!"
Assassinado em maio deste ano, o líder camponês e sobrevivente do Massacre de Corumbiara Adelino Ramos tem sua história contada no livro “Dinho, o herói da Amazônia”. A obra vem das mãos de José Barbosa de Carvalho, engenheiro agrônomo com forte ligação junto aos movimentos rurais. Este singelo blogueiro conversou com o autor sobre a vida do homenageado, o Movimento Camponês Corumbiara (MCC) e as dificuldades para publicar a obra, já que na região até quem escreve sobre a questão agrária sofre represália. Barbosa que o diga. No lançamento do seu último livro, teve a própria casa queimada. Mas assim como Dinho, insiste no desafio. Confira a entrevista:


- O que motivou você a escrever sobre o Adelino Ramos?

Barbosa: O motivo principal, em primeiro lugar, é dar alguma forma de colaboração para que o assassinato do Adelino Ramos, o Dinho, um dos maiores líderes camponês da Amazônia, não caia no esquecimento. E, em segundo lugar, para manter o assunto em evidência e contribuir para que o assassino e quem está por trás dele não fique impunes.


- O homenageado fez parte do Movimento Camponês Corumbiaras (MCC), do qual você chegou acompanhar alguns encontros. Fale um pouco sobre o MCC.

Barbosa: O Dinho foi um dos fundadores do Movimento Camponês dos Corumbiaras, o famoso MCC, fundado poucos meses depois do massacre ocorrido na cidade que leva esse nome, em Rondônia. Na ocasião, em 1995, a polícia invadiu um assentamento montado na fazenda Santa Elina e mataram 16 pessoas e deixaram mais de 50 gravemente feridos. Desde o ano seguinte, passaram a organizar os encontros do MCC que reúne trabalhadores rurais de Rondônia e do sul do Amazonas e no qual se discute a precariedade dos projetos de assentamento do INCRA, principalmente a falta de infra estrutura, as questões ambientais da Amazônia e, principalmente, a violência no campo e as áreas destinadas a Reforma Agrária, cujas terras são utilizadas por não-clientes dela. Eu tive pessoalmente no quarto, sétimo e oitavo encontros, realizados respectivamente em 2002, 2005 e 2006. Participei também da Jornada Camponesa “Escuta Brasil”, que culminou com o bloqueio das BR’s 364 e 425, e está entre as ações mais conseqüentes do movimento na reivindicação de suas pautas, já que essas são vias de escoamento de produção agrícola e do Pólo Industrial de Manaus (PIM).


- O que ele representava para o MCC?

Barbosa: Podemos afirmar que o Dinho era a maior liderança desse movimento. Até mesmo pela sua experiência. Foi uma pessoa que sempre esteve ligado às causas dos trabalhadores do campo. Começou lá no Paraná, de onde era originário, e desde criança participou da luta pela terra e pela reforma agrária naquele estado. Depois veio para Rondônia, militou no movimento sindical dos trabalhadores rurais e, em 1995, participou dos acontecimentos que redundaram no massacre de Corumbiara. A figura dele era de suma importância para o movimento, era um líder respeitado. Mas além dele há vários outros, inclusive mulheres envolvidas na luta camponesa.


- Você tem falado das dificuldades enfrentadas pelos agricultores nesses conflitos agrários na Amazônia. E quanto à publicação de livros que trazem essa polêmica, quais os desafios que se impõem?

Barbosa: As dificuldades são enormes. As editoras ficam apreensivas com a publicação dessas obras, mas estamos acostumados a enfrentar desafios e acreditamos que esse é mais que será vencido. Mas a postura das editoras tem lá sua razão. Durante o lançamento do meu livro ano passado, minha família teve um prejuízo de mais de R$ 200.00,00. Enquanto estávamos na atividade, minha casa foi incendiada e até hoje não se chegou a conclusão sobre os autores daquele atentado.


- Como você tem planejado o lançamento do livro?

Barbosa: Os desafios são imensos para a publicação da obra. Estamos procurando editoras de São Paulo, de Brasília, para lançar esta obra. Queremos lançar não só em Manaus, mas também em Porto Velho, Belém, Rio Branco. Nas principais cidades da Amazônia. Pretendo lançá-lo na passagem dos 6 meses do assassinato do Dinho e o nosso objetivo principal é divulgar essa questão da luta camponesa na região e exigir que os mandantes e assassinos de Dinho sejam devidamente punidos. A nossa esperança é que essa publicação contribua para o fortalecimento do MCC.


- Você era amigo pessoal do Adelino Ramos. Como o descreve?

Barbosa: O Dinho era uma pessoa corajosa, determinada, uma pessoa que tinha luz na sua caminhada e que era respeitado por todos, até mesmo pelas autoridades. Na jornada “Escuta Brasil”, cheguei a ver o Ouvidor Agrário Nacional, Dr. Gercino José da Silva Filho, falar para uma platéia de mais de 200 pessoas da satisfação que tinha em ser amigo dele. O Dinho era uma personalidade decidida e que enfrentava o latifúndio sem medo. Jamais acreditava que um dia seria assassinado. Sabia do perigo de denunciar madeireiros, fazendeiros e até partícipes da máquina estatal, mas jamais pensava que isso ocorreria de fato.


- Apesar desse pensamento, o Dinho recebeu várias ameaças de mortes, não?!

Barbosa: Ele era ameaçado constantemente e respondia a bastante processos na Justiça de Rondônia. Era pressionado de todos os lados. No lançamento do meu primeiro livro, “Desmatamentos, grilagens e conflitos agrários”, em julho do ano passado, na livraria Valler, denunciou que estava sofrendo ameaças que davam conta de que ele teria somente 30 dias de vida. Três dias antes, participamos de uma audiência do INCRA em que se discutiu a violência no campo e lá anunciou isso. Esteve na TV Cultura também, onde repetiu a denúncia. Ameaça de morte contra a pessoa do Dinho eram constantes. Nas oportunidades em que ele ficou alojado na minha casa, comentava sobre isso, mas era uma pessoa corajosa.

- E quem o matou?

Barbosa: O assassino do Dinho é membro da família Machado, que devido a essa questão de terra já executaram membros da própria família. São pessoas ligadas aos madeireiros e aos latifundiários. São conhecidos no município de Lábrea e também na vizinha Vista Alegre do Abunã (RO) e, principalmente, no ramal do Ipê, onde tem o Parque Nacional Mapinguari. São madeireiros que violaram o Projeto de Assentamento Florestal Curuquetê, também invadido por grileiros.


- Você tem conhecimento de como o assassino e os mandantes estão hoje?

Barbosa: Sabemos que apenas o assassino foi preso e está se discutindo a possibilidade de que o processo seja federalizado. A informação que nós temos é que os mandantes ainda não foram encontrados. Aquela área do sul do Amazonas e um pedacinho de Rondônia, bem próximo ao Acre e também a Bolívia, é uma área de intensos conflitos por terra e por madeira.


- Depois do assassinato, como está a região?

Barbosa: A notícia que tenho é de que o clima na região é de medo. No assentamento do PDS Gedeão, que fica próximo, lá então o clima é de muito medo. Principalmente por causa da ameaça feita por grandes proprietários de terra contra os agricultores. Não estive lá, mas as pessoas que têm ido trazem a notícia que o clima é de muita tensão.


- Com a repercussão da morte dele, divulgada em rede nacional de rádio, TV e internet, o que pode se esperar como resposta do Estado?

Barbosa: Após o assassinato do Dinho e o casal do Pará, o Estado tem agido com rapidez. Temos que destacar o papel da comissão do senado que apura a violência do campo na Amazônia, do qual faz parte a senadora Vanessa Grazziotin. Essa comissão já esteve em Vista Alegre do Abunã, onde ele foi assassinado, e tem feito o acompanhado. Recentemente, ouvimos falar no envio de homens da força nacional para conter a violência realizada em Santo Antonio do Matupi, que é uma região próxima do conflito.


- E quanto ao movimento, quais os caminhos a serem percorridos para essa luta continuar?

Barbosa: Nós falamos no livro sobre o futuro do Movimento Camponês Corumbiara. Apesar de ter sofrido uma baixa significativa com a morte de seu grande líder, o movimento continua firme e coeso para lutar pela reforma agrária. Porque essa questão é o imperativo para que haja desenvolvimento nacional. O Brasil precisa sair de um sistema fundiário atrasado, que remonta os tempos das sesmarias para dar um salto mais avançado com a questão do acesso à terra. Permitir que milhões de trabalhadores rurais que permanecem sem terra possam participar da produção e também da fixação no campo, aumentando a produção agrícola e o consumo. Com a morte do Dinho, o movimento sofre uma derrota, mas não a guerra. A luta continua até que a reforma agrária seja definitivamente implantada e com sucesso no Brasil.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ASSIM COMO ADELINO RAMOS (DINHO)MARLON LIDER TAMBEM DO MCC NA MIRA DA MORTE CADE A JUSTIÇA ?

Prezado Dr.Gercino,Desembargador Gercino José da Silva Filho Ouvidor Agrário Nacional e Presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo 
                                   Infelismente nos sentimos falta do nossso amado Adelinho Ramos para escrever com capacidade e clareza. Quero falar  da violencia na Glebe Curuquete localizado no municipio de Labrea. Domingos foi jurado como tambem Marlon, os lideres do movimento agora. Eles querem continuar o trabalho do Dinho mas os mesmos matadores, querem matar eles. Sr Gercino onde fica a seguranca? Voces nao querem fazer nada? Eles reclamaram, falando com o Desembargador Gercino.Por favor   nao deixe eles morrer.      Com muito respeito para senhor esperando  com confianca.
                                       Pe  Leo Dolan 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins proibiu o Consórcio Norte Energia S.A. (Nesa), de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu

Luana Lourenço



A Justiça Federal determinou a paralisação imediata das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A decisão da 9ª Vara Federal, especializada no julgamento de causas ambientais, atende a uma ação da Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat), que argumentou que o desvio do rio para construção da barragem pode prejudicar cerca de mil famílias que dependem da pesca.

O juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins proibiu o Consórcio Norte Energia S.A. (Nesa), responsável pela obra, de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu, como “implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais, enfim, qualquer obra que venha a interferir no curso natural do Rio Xingu com consequente alteração na fauna ictiológica [dos peixes].” Segundo o juiz, a escavação de canais e a construção de barragens “poderão trazer prejuízos a toda comunidade ribeirinha que vive da pesca artesanal dos peixes ornamentais”.

De acordo com a ação da Acepoat, com a construção da usina, as atividades dos pescadores só poderiam ser retomadas definitivamente em 2020, prazo que o juiz não considerou razoável por se tratar, em alguns casos, de atividade de subsistência.

A multa por descumprimento da liminar foi fixada pelo juiz em R$ 200 mil por dia. O consórcio responsável pela obra e a União podem recorrer da decisão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A liminar não atinge a construção do canteiro de obras e dos alojamentos para os trabalhadores do consórcio, que estão em curso. Segundo o juiz, essas obras preparatórias não interferem na navegação e na atividade pesqueira no Rio Xingu.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Manifesto Adelino Ramos


A luta pela Terra.
Quem ainda não pisou na terra? Um elemento oferecido por DEUS para que todos os seres humanos pudessem admirar a grandeza de DEUS. Terra que produz nosso alimento de cada dia, terra que permite a construção de nossas casas, terra que contribui com a fabricação do tijolo, terra que permite a extração do cimento, terra que tem em sua composição seres vivo microscópicos, enfim terra que em sua essência a criação e manutenção da vida.

Por essas e outras razões, a luta pela terra surgiu da necessidade de ter um pedacinho para plantar e colher,mas que virou um NEGÓCIO    para oportunistas e pessoas de dinheiros. Muitos desses oportunistas, aproveita para cercar terras, dizer que são proprietários e não permitir que nada seja produzido por este pedaço.

Outros querem é que seus bens prosperem, acumulam terra que nem a eles pertencem e se juntam a pessoas públicas, que sempre são oportunistas, pois se alinham a pessoas que tem poder para continuar a fazer o BEM para essas pessoas.

Agora o pobre camponês, espera a anos pela dita REFORMA AGRÁRIA, que os governante que por aqui passaram nada fizeram para distribuir terra para que dela sejam produzidos os nossos alimentos.

Em todo o território brasileiros, muitos camponeses precisam da terra para sustentar a si mesmo e seus familiares, bem como produzir para alimentar outros. Mas o que ninguém percebe é que os grandes produtores querem é dinheiro, querem lucro, não visam nada alem disso. Colocam máquinas no campo para baratear a produção, enquanto os pequenos camponeses, buscam pequenos pedaços de terra.

Mas essa luta é inglória, pois os pequenos não tem ajuda dos governos, da polícia, do judiciário, e dos demais poderes instituídos do nosso querido BRASIL. Ai perguntamos, para que serve o MINISTÉRIO DA REFORMA AGRÁRIA? Qual a sua função? Nunca ninguém vai saber, a não ser servir aos grandes poderosos.

Esse sonho o Adelino Ramos tinha, um pedaço de terra para plantar e colher, para sustentar sua família e sua comunidade. Mas por lutar por terra, foi morto covardemente por assassinos que poderiam até comer o que o Adelino produzisse, mas assassinaram a pedido de grandes oportunistas e falsos fazendeiros.

Esse sonho agora começa a se tornar realidade, pois um grupo de pessoas decidiram arregaçar as mangar e iniciar a criação do Instituto que vai levar seu nome, ADELINO RAMOS, que em breve começaremos a divulgar.

A luta pela terra, por um pedaço de terra não é só minha, é sua, é nossa, pois sem ela, não tem vida na terra. Vejam o que pode acontecer se a aguar acabar? Terá vida? Terá futuro.

Avante, pois a nossa luta é contínua....

ADELINO RAMOS, VIVEM EM NÓS!!!.
Membro integrante instituto Adelino ramos-Valdir

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CARTA ABERTA AOS DEPUTADOS DO BRASIL


EXCELENTÍSSIMOS SENHORES DEPUTADOS:
 A luta pelo acesso a terra prossegue 
transformando militantes da causa da luta pela terra, em vitimas das arbitrariedades e injustiças praticadas pelos agentes públicos.

               “Na madrugada do dia 09/08/95 o acampamento da Santa Elina em Corumbiara, Estado de Rondonia,foi cercado por todos os lados e começou o que foi o massacre de Corumbiara.
            Os posseiros foram pegos de surpresa, pois era noite escura e eles estavam desmobilizados.
                  Não sobrou nada do que os camponeses haviam levado para começar o que seria uma vida nova.
                   Os posseiros foram presos, mortos e torturados e o acampamento foi completamente destruído”
                      Esse relato encontramos em  Corumbiara: o massacre dos camponeses. Rondônia/Brasil 1995. Scripta Nova, Revista Electrónica de Geografía y Ciencias Sociales, Universidad de Barcelona, vol. VI, nº 119 (41), 2002. [ISSN: 1138-9788] http://www.ub.es/geocrit/sn/sn119-41.htm) da Profa.  Helena Angélica deMesquita.
                   O Poder Judiciário do Estado de Rondônia julgou e condenou, injustamente, por homicídio, os trabalhadores rurais Claudemir Gilberto Ramos e Cícero Pereira Leite Neto, tendo absolvido a quase totalidade dos policiais militares que participaram e foram os verdadeiros responsáveis pelo Massacre de vários trabalhadores (homens, mulheres e crianças indefesos), sem a preocupação de chegar à verdade dos fatos, contada em relatos de sobreviventes e do próprio Claudemir, em depoimentos divulgados em vídeos e blogs na Internet.
                 Na verdade, foi adotada como verdade absoluta a versão apresentada pelos policiais civis e militares, enquanto que a sociedade clamava por uma investigação séria e profunda. Os testemunhos dos posseiros, dos sobreviventes não foram levados em consideração nos autos.
                 Parece ter sido um julgamento feito para que os poderosos que ordenaram e comandaram o massacre ficassem sossegados no sentido de que o direito social não pode cruzar os caminhos ou interferir nos desígnios do poder econômico.
                Os Recursos tentados em todas as instâncias superiores do Poder Judiciário, forma negados.  Contudo, a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da OEA, através do Relatório nº 32/04 – Caso 11.556 – Corumbiara – Brasil, Aprovado pela Comissão em sua sessão nº 1620, de 11 de março de 2004, reconheceu a omissão e as violações de direitos humanos de responsabilidade do Estado Brasileiro na investigação e punição dos verdadeiros responsáveis pelo massacre e determinou a adoção de uma série de providências ainda não adotadas a termo pelo Estado Brasileiro.
                 Claudemir Gilberto Ramos e Cícero Pereira Leite PERDERAM TODOS OS RECURSOS QUE IMPETRARAM; e, por quê?Tantos criminosos de verdade julgados, condenados, apelaram e conseguiram!
                 Uma noticia veiculou no Yahoo :”O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou as provas colhidas durante a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou suspeitas de crimes cometidos por integrantes da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Os ministros da 6ª Turma do STJ consideraram ilegais interceptações telefônicas feitas durante as investigações.”
                    Ou seja, aos poderosos economicamente, a Justiça não tem como alcançar; mas aos “miseráveis” trabalhadores rurais, aqueles que o senso comum passou a chamar até de forma discriminatória, de Sem terras, a Justiça chega condenando arbitrariamente, sem levar em consideração todos os elementos da tragédia de Corumbiara, da qual eles foram vítimas e não algozes.
                  Porque esses dois pais de família lideres de um movimento que luta por justiça social, militantes de uma causa que deveria ser de todos uma vez que  é bastante  claro que  há necessidade  de uma mudança radical nessa questão da terra para que todos os que nela desejem trabalhar, tenham acesso , além de  serem   vítimas do Estado  em função de serem sobreviventes de um Massacre ordenado e realizado por  entidade  do aparato estatal, passaram a ser vítimas  da própria Justiça?
                    Onde estão Claudemir e Cicero? Estão trabalhando, produzindo, sustentado suas famílias, vivendo sua vida normal de cidadãos? Não, estão há anos, desde que houve o massacre de Corumbiara, em agosto de 1995,  sofrendo as conseqüências   desses dois atos  de crueldade perpetrado pelo estado Brasileiro.
                    Solicitamos aos Senhores Deputados que   transformem em Lei o  Projeto(2000-2011 do deputado João Paulo..para que, dessa forma, Claudemir e Cícero sejam anistiados e possam retomar suas vidas  e contribuir  para  o melhor estar da sociedade.


Comitê Para a Anistia Dos Trabalhadores Rurais Condenados Pelo Massacre de Corumbiara e Indenização a Todas as Vítimas do Massacre

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Polícia apresenta dois dos assassinos do casal de extrativistas de Nova Ipixuna

" Quando os agentes do Estado fazem errado,divulgamos; quando fazem certo, é necessário ,sim, que as pessoas tomem conhecimento, não apenas pela midia oficial mas , por nós,alternativos , que temos, sempre, compromisso com a verdade."(Ninféia G)

Polícia apresenta dois dos assassinos do casal de extrativistas de Nova Ipixuna

Os irmãos José Rodrigues, de 43 anos, e Lindon Jonhson Silva, 29, responsáveis pelo assassinato do casal de extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo Ribeiro, em maio deste ano, no município de Nova Ipixuna, foram apresentados à imprensa na noite deste domingo (18) pelo Sistema de Segurança Pública do Estado, durante coletiva na Delegacia Geral de Polícia Civil. Em uma operação conjunta das Polícias Militar e Civil, que envolveu cerca de 60 homens, os irmãos foram capturados na madrugada deste domingo, por volta das 4h, em uma área de mata fechada no distrito de Maracajá, a 52 km de Novo Repartimento.


Com mandado de prisão expedido desde o final de julho, José Cláudio, acusado de ser o mandante do crime, e Lindon Jonhson, o executor, chegaram a Belém por volta das 14h em um helicóptero da Polícia Militar. Antes de chegarem à capital, os dois também foram apresentados à delegacia de Tucuruí, por porte ilegal de armas. Com eles foram encontrados dois revólveres calibre 38, um calibre 32, e uma espingarda calibre 20, similar à utilizada na morte do casal, além de uma motocicleta vermelha, identificada como a mesma usada no crime. Após a apresentação, os dois foram encaminhados à Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe). Nesta segunda-feira (19), os dois deverão ser interrogados. Pela manhã, o planejamento da operação será detalhado pela polícia.


Segundo o delegado adjunto da Polícia Civil, Rilmar Firmino, que comandou a operação com o tenente coronel Sandoval Bittencourt, do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar, a ação foi resultado de um planejamento de mais de 40 dias. “Embora eles ficassem num local com vista privilegiada da entrada e saída da área, montamos um esquema muito bem planejado, sem margem para a fuga. Eles utilizavam uma casa, mas dormiam em um barraco no meio da mata”, explicou o delegado, ressaltando que a polícia também já está no encalço de Roberto Lopes Teixeira, conhecido como “neguinho”, apontado pelas investigações como o terceiro envolvido no assassinato.


Para a operação foram mobilizados policiais do Comando de Missões Especiais, da Companhia de Operações Especiais e do Grupamento Aéreo, da Polícia Militar, e da Divisão de Investigações e Operações Especiais e Departamento de Meio Ambiente, da Polícia Civil. “Não há como se pensar segurança pública sem integração. Essa é mais uma resposta do Estado. Nesses casos que não foram possíveis ser evitados, estará presente cada vez mais forte na captura dos responsáveis por esses crimes”, frisou o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha.

Fonte:http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=84605

sábado, 17 de setembro de 2011

Próxima quinta-feira (22) audiência pública sobre violência no campo. Os senadores vão debater os trabalhos desenvolvidos pela comissão externa do Senado, criada para visitar in loco os locais onde trabalhadores rurais foram assassinados em maio deste ano.

Entre os convidados para a audiência desta quinta-feira estão Eliana Ramos, Viuvá mulher de Adelino Ramos, uma das vítimas, e representantes do Ministério Público Federal, da Comissão Pastoral da Terra, da OAB Nacional e dos governos do Pará, Rondônia e Amazonas. Trabalhadores rurais e integrantes do governo federal também devem estar presentes. O evento está marcado para 8h30, na sala 19 da Ala Alexandre Costa.

Senadores discutem visitas à região onde trabalhadores rurais foram mortos 

16/9/2011 13:39,  Por Agencia Senado
A Subcomissão Permanente da Amazônia e a Subcomissão da Amazônia e da Faixa de Fronteira promovem na próxima quinta-feira (22) audiência pública sobre violência no campo. Os senadores vão debater os trabalhos desenvolvidos pela comissão externa do Senado, criada para visitar in loco os locais onde trabalhadores rurais foram assassinados em maio deste ano.
Veja mais
Info | Mortes no campo
Os crimes foram cometidos no Pará e em Rondônia. Em Vista Alegre de Abunã (RO), o líder de assentamento Adelino Ramos, conhecido como Dinho, foi assassinado após denunciar a exploração ilegal de madeira na área. Dias antes, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará, foram assassinados Eremilton Pereira dos Santos e o casal de agricultores José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo. Além deles, nos últimos meses, outros líderes da região foram mortos ou sofreram ameaças.
Autora do requerimento que propôs o debate, a presidente da Subcomissão da Amazônia, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), argumenta que a violência no campo assumiu proporções inaceitáveis com a morte de trabalhadores rurais que denunciavam ação ilegal de madeireiros na região.
Vanessa Grazziotin fez parte da comissão de quatro senadores – composta também por Valdir Raupp (PMDB-RO), Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) – que fez duas visitas à Região Norte, nos locais onde os trabalhadores foram mortos. Nas visitas, os senadores discutiram com autoridades e lideranças comunitárias formas de enfrentar a violência e melhorar as condições de vida da população local. Essas discussões serão agora trazidas para o Senado.
Viúva
Entre os convidados para a audiência desta quinta-feira estão Eliana Ramos, mulher de Adelino Ramos, uma das vítimas, e representantes do Ministério Público Federal, da Comissão Pastoral da Terra, da OAB Nacional e dos governos do Pará, Rondônia e Amazonas. Trabalhadores rurais e integrantes do governo federal também devem estar presentes. O evento está marcado para 8h30, na sala 19 da Ala Alexandre Costa.
Paola Lima / Agência Senado

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Preocupação com este relator do projeto de anistia, aos companheiros Claudemir e Cicero vitimas do massacre de Corumbiara.




Companheiros Camaradas (a) e preciso que todos nos se mobilize e mobilize entidades de seus estados para que escrevam pressionando ou revindicando um parecer favorável ao projeto de anistia pois vejam o que ele diz neste link vídeo com em ralação as mortes no campo e exclusivamente ao camarada Adelino ramos que ele considera como uma morte qualquer isso e preocupante como que ele vai dar um parecer favorável ao projeto? e preocupante!!! vajam o link vídeo   

PL-02000/2011 - Concede anistia aos trabalhadores rurais de Rondônia punidos no episódio conhecido como "Massacre de Corumbiara".- 14/09/2011 Designado Relator, Dep. Moreira Mendes (PPS-RO)


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Brasília, quinta-feira, 15 de setembro de 2011
 
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  • PL-02000/2011 - Concede anistia aos trabalhadores rurais de Rondônia punidos no episódio conhecido como "Massacre de Corumbiara".
 - 14/09/2011Designado Relator, Dep. Moreira Mendes (PPS-RO)
 
 
 
 
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Movimentos sociais.

As noticias de assassinatos de lideres da luta no campo parece uma constante na realidade brasileira. As autoridades, também, continuam não assumindo a causa da terra cujo tratamento mais coerente seria a Reforma Agrária. Mas ainda que esteja na agenda de tantas autoridades constituídas (mais precisamente, no discurso, principalmente, eleitoreiro), não vemos, na sociedade,nenhum caminho positivo em termos de políticas sociais para o campo.Enquanto isso, muitos tombam na luta pelos direitos do uso produtivo da terra e defendendo o meio ambiente.
É uma realidade inegável, só não enxerga quem não está antenado*
E quando o povo se movimenta,ocupa, resiste, aí, é um, bando de baderneiros, oportunistas vagabundos e meliantes. Enfim, criminosos!
Mas, felizmente, os movimentos sociais se firmaram e sempre se valeram do apoio voluntário dos que simpatizam com a causa da luta pelo direito de cultivar a terra. Dessa forma, há uma diferença muito grande entre eles e as organizações partidárias, uma vez que fundam sua ação em uma prática na qual o interesse maior é a causa coletiva e não os benefícios que determinados grupos possam ter através de acordos ou alianças políticas.Ou seja, a essência da luta pelo direito á terra parece continuar vivo e é a mola de todas as ações.

Mas não se pode afirmar,com segurança, o que reivindica um movimento enquanto ele não imponha de maneira clara o que objetiva e, mesmo assim, ocorrem as contradições( o exemplo é o caso de Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas durante os governos militares, que, após a anistia retornou do exílio , primeiramente se filiou ao PDT, na época, de esquerda , dirigido por Leonel Brisolla, mas em 1986, na primeira eleição que disputou após a volta do exílio, candidatou-se a deputado federal por Pernambuco, entretanto, tomou totalmente contraditória com seu passado: apoiou o candidato a governador pelo Partido da Frente Liberal – atual Democratas (DEM) – o usineiro José Múcio Monteiro ).
O que se compreende é que o radicalismo do método, por si só( o lema das LIGAS CAMPONESAS era Reforma Agrária na Lei ou na Marra), não assegura a essência da proposta.
Então, os movimentos sociais acabam ficando em uma posição em que podem, estrategicamente, ouvir este ou aquele, escolher e aceitar o apoio deste ou daquele, sem ,entretanto, fazer a composição ideológica , ou seja, o que se percebe nos movimentos sociais é que eles ainda conseguem se livrar disso.Ainda conservam a pureza de sua essência. E que bom!!!
A Reforma Agrária tem a dimensão de uma bandeira avançadora, contudo, se for só assim , sem se desdobrar em uma proposta de cunho revolucionário., corre o risco de virar uma reivindicação de caráter social que não abre mão do sistema capitalista e que procura efetivar-se dentro dele e dessa forma, acaba reforçando-o.Os políticos “envolvidos” com essa bandeira, a despeito de qualquer suposta boa vontade e intenção,, até agora, não assumiram, uma posição de luta pela transformação radical de um sistema cuja estrutura é a geratriz da desigualdade e da exclusão.Os que se destacaram nesse aspecto, no meu entendimento, apesar de se declararem a favor dos movimentos sociais,suas ações tem caráter meramente reformista porque no sistema vigente jamais será feita uma reforma agrária social e disso sabem todas aquelas pessoas que entendem a sociedade sob uma postura mais crítica.
Na verdade, é bem cristalino que a reforma agrária social só será alcançada em uma sociedade sem classes. E jamais uma reforma agrária redistribuitiva dentro do sistema capitalista terá essa característica social pois nesse caso, o capitalismo estaria criando um vazio na sua logica já que para ele o caráter privado da propriedade da riqueza impede a distributividade.
E conclui-se que a única reforma agrária que pode acontecer dentro da estrutura capitalista( que é aquela em que vivemos,que ainda não transformamos) é a que fica sob o controle capitalista , como a que já aconteceu, através do Estatuto da Terra, que eu até já citei em outro artigo como a forma legal oficial que existe, assim como está, também, na Constituição, entretanto, sabemos que ambas as Leis foram feitas pelo sistema capitalista e dentro do sistema capitalista, para servir aos interesses do capitalismo.

Então, acredito que se não podemos transformar radicalmente a sociedade, como aconteceu em Cuba, ou seja ,por meio da revolução armada, da mobilização urbana e camponesa, da união desses setores imprescindíveis na sociedade, precisamos inventar meios para ir ,aos poucos, mostrando a cara e mostrando que realmente queremos transformar e não ,simplesmente, reformar.

Creio que a educação através de métodos voltados para a construção de uma nova sociedade, através de técnicas de vanguarda, como ,por exemplo,a formação do homem do campo, daquele que vai cultivar a terra , como já vem ocorrendo em escolas de assentamentos, com o uso do método Paulo freire, na ENFF, é o grande caminho que se abre á nossa frente.

Talvez a fome no Brasil ainda não tenha atingido os limites alarmantes o suficiente para que suas vitimas reajam radicalmente( um amigo meu diz que como o pão custa 25 a 30 centavos, o mendigo pede a esmola ganha os 30 e vai comprar o pão e depois ,com a fome momentaneamente saciada ,vai parar no bar da esquina e ver o jogo de futebol que está passando- ou seja, ele ainda pode conseguir que lhe dêem o do pão);como ainda , talvez, não estejamos preparados para sermos uma Cuba e não possamos ainda viver um 1 de janeiro de 1959, sabe, aquela entrada em Havana, do Che e do Fidel e seus companheiros, com a revolução vitoriosa,precisamos ir mudando os pensamentos das pessoas,.

Há uma frase que está veiculando na internet, assim: “ Se a Copa é em 2014 e as Olimpíadas ,em 2016, porque não enforcamos 2015?”
Essa frase reflete a mentalidade de tantos brasileiros ou é uma pegadinha da mídia atrelada , já encomendada pelos donos do poder, para distrair as mentes ?
Do nosso modo, através da própria internet usada pela mídia para tentar imbecilizar as mentes das pessoas ou passar para outras mentes que esse é o senso comum, vamos estar aqui sempre,desmentindo isso, escrevendo, participando, dando força aos movimentos sociais que surgem e já se destacam com algum diferencial, como é o caso do MCC com essa vanguarda que é o INFCAR.



O tempo pode passar
E ele vai embora
Sim, certamente
Com toda a força
De sua majestade
Mas nós podemos lutar
Mudar a historia
Com a nossa mente
E toda a força
De sua majestade.




Ninféia G

*Neologismo- significa prestar atenção, com as antenas ligadas.

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